sábado, 30 de abril de 2016

Das matérias não feitas

Há 2 meses eu estava às voltas com o início das aulas e, dentre alguns novos projetos, estava o de acompanhar a retomada das obras no complexo UEMG/HidroEX. As obras iniciadas em 2012 mesmo um tanto adiantadas, continuavam a parecer sonhos impossíveis depois de 2 anos desde a nossa chegada e várias interrupções. Ao ter notícia de que retomariam, decidi que seria muito jornalístico registrar de perto o processo.

Não fui muito longe. Contatei a assessoria da empresa que via na placa nas obras logo na entrada para saber se poderia realizar esse trabalho e me responderam pedindo meu currículo. Mandei e provavelmente eu mesma me encarreguei de fechar essa porta com um currículo anêmico já que silenciaram. Desanimada com este projeto, deixei de lado a entrevista que tinha marcado com um engenheiro para me dar noções sobre obra e sondar a respeito do que sabia. Havia o boato de que a CWP tinha dado cano numa empresa da cidade e só.

Já nessa sexta-feira...

Strike 1.

Adoro montar pauta, adoro fazer entrevista, geralmente faço a distância, via chat de Facebook, WhatsApp, direct mensage no Twitter, mas costumo gravar quando faço pessoalmente mesmo com preguiça de transcrever depois, mesmo com medo de que dê pau no gravador e eu perca o trabalho. Entrevistei um querido há semanas para um concurso e gravei, mais de hora, a entrevista. Tudo certo.

Só que nessa sexta-feira...

Strike 2.

O 'furo' da Folha de S. Paulo talvez pudesse ser meu se, dentre outras infinitas coisas, não soasse tão oportuno trazer à luz algo sobre o governo do relator do impeachment na semana em que optaram por ele. Não manjo de oportunidades, lerdinha que sou. E sugerir como a nota do PSDB mineiro faz que haveria oportunismo nisso não daria a entender que a Folha seria contra o impeachment? E a Folha é contra o impeachment? Não exatamente.

A falha com o gravador foi apenas parcial. 1/5 temas (!!!) que eu precisava perguntar foi gravado. O restante são anotações esparsas no papel que ajudam a memória a recuperar o que foi perdido. Nenhuma maravilha. E era importante. Neste caso, trabalho de assessoria para a faculdade. É muito ruim dois golpes num dia só contra uma aprendiz de jornalista? Sim. Quereria dizer que não dou pra coisa? Fingiremos que não, que sexta-feira, 29, dá mais azar que 13 e demais desculpas de insistentes otimistas.