Desde
que decidi em janeiro que criaria uma regra para este blog – 1 texto/post por semana – vim alternando
à minha maneira, os temas. A maioria recaiu sobre a UEMG porque estou lá todos
os dias, por isso mesmo mais fácil de obter informações, me interessa e
interessa às pessoas. Recentemente, no entanto, de um mês pra cá 3/5 [1] [2] [3] posts
citavam a presidenta Dilma. Não à toa: com a proximidade das votações que
julgariam seu futuro na cadeira presidencial, seria impossível não citá-la ou
não tocar no assunto. Toquei e toquei três vezes. De leve, como quem não quer
nada, à mineira que é o que realmente sou. Mas então a ansiedade foi se misturando
ao medo do que pode acontecer nesse domingo, que só se agravou com a intimação
para escrever um artigo de opinião ao qual fugi com uma quase crônica, e vim
parar aqui.
É golpe ou não é? Tínhamos que responder no artigo. Respondi o que todos respondem: impeachment mesmo, mesmo não é golpe e diante da possibilidade de repetir tudo o que já foi argumentado, fugi ao formato - há quem fuja ao tema, eu fujo ao formato. Tanto a oposição quando os governistas vêm batendo nas mesmas teclas alucinadamente. Quando não lembram das pedaladas fiscais, lembram das promessas, de Pasadena, dos jogos políticos, do Lula e são rebatidos com todos fazem, foi preciso, nada provado, o nome de Dilma não consta em nenhum escândalo, complô da mídia, do judiciário e da oposição. Bom, ela mesma repete estes argumentos fora o fato de ter sido presa e torturada ad infinitum.
Se quero novos argumentos que me convençam de vez, não é nesse momento histórico que vou conseguir aparentemente. Parece delicado comparar o agora com as vésperas do golpe de 64 e talvez esteja mesmo certo quem disse que só vamos conseguir compreender isso daqui alguns anos como aconteceu com o período da ditadura militar. Em todo caso, o clima é de tensão. Há quem trate com otimismo, com luta, pró-governo e há quem trate com otimismo, alegria, contra o governo. No meio do caminho havia uma Jaqueline com medo do que virá. Se viveram receio parecido há mais de 50 anos, sinto por eles.