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| Imagem do Google - Qualquer semelhança pode ou não ser mera coincidência |
Caso é que: criaram um Fla x Flu na UEMG.
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| Print de email recebido e divulgado pela página Movimento Estudantil Unificado informando a mudança da data |
Ainda que a reunião dos docentes com a SECTES tenha sido adiada do dia 9 para o dia 13, a assembleia dos alunos não teve a data alterada: aconteceu mesmo na última quarta-feira, 15, às 19h30.
Com um público visivelmente menor, mas mais sincronizado, engajado na sua "própria" luta, a assembleia ocorreu num clima de absoluta tensão. Já prevíamos que as notícias não eram boas. Os repasses foram desanimadores: nenhum avanço na reunião recém-ocorrida. Não que fosse absolutamente novo. Desde antes de iniciarem a greve já sabiam que não havia proposta sequer de negociação por parte do governo. Continua sem ter. Segundo a professora Eliana Panarelli, responsável nestas assembleias por ser porta-voz e fazer os repasses do que ocorre nas reuniões de docentes, a cada proposta só recebiam não, não e não. No entanto, optaram por luta que segue. Os membros da mesa frisaram, em mais de uma oportunidade, que independente da decisão que se teria ali, os professores seguiriam com a greve. Esclareceram que, ainda que algumas requisições dos alunos já estivessem encaminhadas, precisam da assinatura, do documento para poder chamar de seu, cantar vitória. O tom foi sempre sóbrio e não continha tanto otimismo - nem da parte deles, nem da do corpo da assembleia que reagia histérica às falas de um ou outro grupo.
Dessa vez, quem mais vezes tomou o microfone foi o grupo intitulado Pró-aula. Não se pode afirmar que todos os que tomaram o microfone pedindo a volta imediata das aulas, chorando as pitangas e a formatura sejam parte desse grupo, mas certamente compartilham das mesmas ideias. O grupo em questão orquestrou uma reação. Saíram subitamente e em massa do anfiteatro e voltaram após alguns minutos como se nada tivesse acontecido. Quando puderam, repetiram os argumentos de sempre ao microfone e replicaram e insistiram até que o maestro (que faz as vezes de mediador) pedisse que parassem, que já estava bom.
Não estava. Ainda que fosse impossível dizer qual tinha mais aderentes enquanto misturados, ao serem separados, os pró-aula à direita de quem entra, os pró-greve à esquerda e os professores ocupando a fileira do meio, ficou nítido que os grevistas representavam a maioria ali. 104 a 88. Entre a contagem para confirmação e os gritos de NÃO VAI TER GOLPE foi um pulo. O nosso Fla x Flu.
Assim como as torcidas quando não brigam no estádio, se enfrentam na rua, o assunto foi levado para as redes sociais, para o grupo dos Bixos. Quem participou da assembleia sabia que aquela definição sobre o que é golpe não era por acaso. Nova discussão, os mesmo desentendimentos.
Ainda na assembleia, marcaram uma reunião com a professora Andreia para a noite do dia seguinte,16, para que ela explicasse melhor a questão referente à reposição de aulas e, na sexta, para que os membros do Pró-aula trouxessem suas ideias de como lutar sem precisar recorrer à greve (uma dos argumentos do grupo é de que pode-se muito bem continuar a luta estando em aula). Segundo um membro da comissão de greve, 15 pessoas compareceram. Alguns sequer tinham ideia das atividades que ocorriam na ocupação e as ideias que trouxeram, diz, já haviam sido pensadas, debatidas e descartadas - ir nas escolas, por exemplo, buscar apoio da cidade.
Uma reunião entre os professores da UEMG unidade Frutal ocorreu agora à tarde e decidiu pela continuidade da greve. Nova reunião com os 'representantes' do governo deve acontecer no dia 23, quinta-feira, e no dia seguinte, assembleia dos estudantes.
Dessa vez, quem mais vezes tomou o microfone foi o grupo intitulado Pró-aula. Não se pode afirmar que todos os que tomaram o microfone pedindo a volta imediata das aulas, chorando as pitangas e a formatura sejam parte desse grupo, mas certamente compartilham das mesmas ideias. O grupo em questão orquestrou uma reação. Saíram subitamente e em massa do anfiteatro e voltaram após alguns minutos como se nada tivesse acontecido. Quando puderam, repetiram os argumentos de sempre ao microfone e replicaram e insistiram até que o maestro (que faz as vezes de mediador) pedisse que parassem, que já estava bom.
Não estava. Ainda que fosse impossível dizer qual tinha mais aderentes enquanto misturados, ao serem separados, os pró-aula à direita de quem entra, os pró-greve à esquerda e os professores ocupando a fileira do meio, ficou nítido que os grevistas representavam a maioria ali. 104 a 88. Entre a contagem para confirmação e os gritos de NÃO VAI TER GOLPE foi um pulo. O nosso Fla x Flu.
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| Criaram um post antes, mas só responderam a essa imagem. Uma imagem rende mais 'tretas' que mil palavras, |
Ainda na assembleia, marcaram uma reunião com a professora Andreia para a noite do dia seguinte,16, para que ela explicasse melhor a questão referente à reposição de aulas e, na sexta, para que os membros do Pró-aula trouxessem suas ideias de como lutar sem precisar recorrer à greve (uma dos argumentos do grupo é de que pode-se muito bem continuar a luta estando em aula). Segundo um membro da comissão de greve, 15 pessoas compareceram. Alguns sequer tinham ideia das atividades que ocorriam na ocupação e as ideias que trouxeram, diz, já haviam sido pensadas, debatidas e descartadas - ir nas escolas, por exemplo, buscar apoio da cidade.
Uma reunião entre os professores da UEMG unidade Frutal ocorreu agora à tarde e decidiu pela continuidade da greve. Nova reunião com os 'representantes' do governo deve acontecer no dia 23, quinta-feira, e no dia seguinte, assembleia dos estudantes.


