Ainda
que a semana tenha sido marcada por discussões em torno da operação Lava-Jato e
do ex-presidente Lula, essa foi a Semana da Mulher de várias formas e é dela
que vou tratar:
Essa foi
a Semana da Mulher porque teve o Dia da
Mulher e o CAD, Centro Acadêmico de Direito, trouxe na noite do dia 8 um
delegado para falar sobre a violência contra a mulher. Exemplares do código
penal referente à Lei Maria da Penha (que aliás foi sancionada pelo Lula)
estiveram à mão e 3 horas acadêmicas foram prometidas para os alunos. Não
precisava. O auditório da UEMG se encheu de pessoas atentas às estatísticas e
curiosidades da lei. Você sabia que a mulher tem que especificar que o Estado tome uma medida? Isso mesmo, tem que
especificar.
Há
alguns dias campanhas sobre essa data vinham sendo vinculadas em diversos
meios, mas nesse dia especificamente as redes sociais ferveram com campanhas
contrárias à atitude de dar flores (como se gentileza tivesse que ser exclusividade
desse dia) e a divulgação de campanhas #fail (vide imagem à esquerda).
|
Essa foi
a Semana da Mulher porque, na quinta-feira, 10, os mais sortudos puderam
assistir Elza Soares em São José do Rio Preto, aqui do lado, cantando músicas
do seu último álbum A mulher no fim do
mundo. Foi considerado um dos melhores discos brasileiros de 2015 e não à
toa. Em tempos de luta engajada como estes e dificuldades ainda tão grandes a
serem enfrentadas, músicas de empoderamento e crítica como às desse álbum
servem para embalar e insuflar o movimento: Cê
vai se arrependê de levantá a mão pra mim.
|
Essa foi
a Semana da Mulher porque ontem, 11, a presidenta Dilma, em entrevista coletiva
no Palácio do Planalto, reforçou que não pretende e nem tem cara de quem vai renunciar. Ela que lutou contra a ditadura,
foi torturada, tratou de um câncer, foi ministra da economia, encara seu
segundo mandato, recheadíssimo de erros e acertos, disse que não tem cara de
quem vai renunciar. Bruta coragem.
|
E essa é
a Semana da Mulher também porque hoje, 12, é o 70º aniversário de Liza
Minnelli. Filha de Judy Garland e Vincente Minnelli, ganhou o Oscar de Melhor
Atriz em 1973 por Cabaret, um musical que conta com performances marcantes, um
triângulo amoroso curioso e uma crítica sutil ao regime nazista. Protagonizou New York, New York, clássico do Scorsese,
com Robert DeNiro, o show filmado Liza
with a Z e participou da série Arrested
Development. Apesar dos inúmeros problemas pessoais e de saúde, é o talento
herdado & trabalhado nítido no cinema e nos palcos que os fãs continuam a
aplaudir pelo Minnellium.
