Afrânio Peixoto, 180. Bairro Alto Boa Vista, Frutal, Minas Gerais.
No mesmo quarteirão que tem numa esquina a loja de mil e uma bugigangas, Casa Japão.
De frente à praça da DER.
Parece uma casa normal.
Tão normal que a obra do vizinho parece a sua própria.
Da rua vê-se, à esquerda, numa entrada feito caixinha, um portão branco de grade miúda com um interfone. À direita, o portão de garagem, eletrônico, colorido e gradeado como o outro e nele uma placa com a logo num fundo laranja indicando o que é e a quem pertence: o arquiteto Ionei Dutra.
É seu escritório.
Todo o prédio em tom claro. Branco?
Logo na primeira parede já temos certeza que chegamos ao lugar certo ao lermos num tipo de placa: Banca de troca de livros.
Uma porta de vidro deslizante se abre nos dois sentidos e vemos uma sala com uma mesa à direita, com um rapazote solícito, à frente, quadro, fotos de familiares do dono, e à esquerda, debaixo das escadas, um móvel apinhado de livros.
A notícia que havia uma (ou um projeto de) banca de troca de livros na cidade me chegou em outubro do ano passado através do Blog do Portari. Em seguida, tratei de contatar o dono da iniciativa e ver do que precisava. Ainda naquela época pretendia estabelecer a banca na garagem e desde então já se oferecia para buscar em casa os livros que quiséssemos doar para ter um montante inicial. No entanto, dado o grande número de livros arrecadados, segundo ele, precisou transferi-los para dentro do escritório.
A ideia foi sempre 1 x 1. Traga 1 livro e leve 1 livro. Não importa o título, a editora e não há nem exigências quanto à conservação (espera-se, imagino, que o visitante tenha bom senso). Ionei estima o acervo algo em torno de 1000 livros. A diversidade é tamanha que pode-se encontrar desde As meninas, da recém-indicada ao Nobel, Lygia Fagundes Telles, até livros de Direito.
Apesar de ainda não haver uma página para exposição dos livros que constam no acervo, fotos dos exemplares recém-adquiridos podem ser vistas no perfil de Ionei no Facebook.