sábado, 20 de fevereiro de 2016

A UEMG que te espera

Na próxima segunda-feira, 22, começam as rematrículas na Universidade do Estado de Minas Gerais na unidade Frutal. Online, como toda rematrícula – a menos, é claro, que o aluno esteja devendo alguma matéria. Nesse caso, é preciso comparecer à secretaria da unidade. A matrícula para os candidatos via vestibular aconteceram há semanas e as listas do SiSU ainda estão sendo divulgadas.

E estando tão próximos do (re)início, quando já podemos distinguir a universidade no horizonte acenando com seu prédio branco, nos chega a notícia via Alô Frutal de que as obras retomariam. As tão prometidas, esperadas, ansiadas obras serão retomadas, uau! A resposta à notícia que melhor ilustra o ânimo dos estudantes foi postada num grupo do Facebook pela aluna Jéssica Fernandes do 3º ano de Comunicação/ Publicidade e Propaganda: Já tem previsão para parar de novo?.

O prédio da UEMG tem dois blocos (A e B - brancos, o segundo tem uma parede grafitada) ligados por uma passarela descoberta. Cada um com dois pisos, duas escadas, duas rampas (que serviriam de acesso a cadeirantes se não tivessem um grau de inclinação que me fizesse saltitar ao descer). Temos uma Atlética, a Besouteria, o GUT (grupo de teatro), a Frente Feminista, a lanchonete (que não é nossa, mas é opção), duas bibliotecas (uma é só para a turma do Direito e ninguém fala nela), banheiros (quatro em cada bloco, no mínimo), o anfiteatro, os Centros Acadêmicos (alguns cursos ainda estão criando os seus e outros precisam se firmar), o Diretório Acadêmico, o Xérox da dona Maria, laboratórios com computadores com acesso à internet, salas de aula com dois ventiladores, lousa digital e computador, salas com cadeiras coloridas no último andar, sala de videoconferência que só é aberta uma vez na vida, salas, muitas salas & obras.

As obras estão lá desde antes da nossa entrada no curso em 2014. Convivemos com elas e com a esperança de ver, ao menos, a biblioteca pronta desde sempre. A quantidade de livros embalados à espera de estantes, segundo nos contavam, era de fazer babar bibliófilos e estudantes contadores de moedas cujo preço do xérox assusta.  Entraremos 2015 com biblioteca nova? O que tivemos foi notícia de desabamento(s) de parte das obras em janeiro. Culparam a troca de governo pela pausa nas obras, um período difícil de transição. Como se não fosse o bastante, até abril, ficamos às voltas com outro processo de transição: o de diretor.  Não faltaram discussões, promessas, dúvidas e acusações. Ainda não faltam, principalmente estas últimas. No segundo semestre, alunos protestaram na obra inacabada da biblioteca. Utilidade mesmo só teve na locação do trabalho/websérie Renegados dos alunos de Publicidade do 1º ano.

Nessa dobradinha de transições, o curso de Comunicação, principalmente, foi sendo desfalcado de alguns de seus principais nomes, alguns de seus “pilares”. Sem concurso, com designação, novas caras aparecerão para agir na reestruturação do curso. O desligamento do Jornalismo impondo grades novas só faz acrescentar às mudanças. E agora promessas. Serão retomadas as obras da UEMG. Esperamos que sim, desejamos que sim. Biblioteca, laboratórios, complexo esportivo e etc, serão muito bem-vindos e necessários, mas o que nos faz falta mesmo e esperamos é que as engrenagens no núcleo da UEMG também funcionem com primazia. A necessidade do concurso, com ameaça de descredenciamento ou sem, é óbvia. Uma garantia de estabilidade para os profissionais e para os estudantes que diante do caos ainda insistem no curso.

De resto, Bette Davis talvez ficasse orgulhosa de saber: UEMG também não é para maricas.