sábado, 10 de setembro de 2016

Indeferida

Pegue a candidatura da Ciça, um carimbo e... indeferida! No horário do almoço da terça-feira (6) já alardearam. Indeferida, indeferida, indeferida. Ela pode recorrer em BH e Brasília, mas enquanto isso, no dia seguinte, manteve o cronograma: o primeiro comício no bairro que leva o nome de seu pai, praticamente sua casa. Como ela se pronunciaria? O resultado só viemos a saber dias depois, no seu horário no rádio: começaram a perguntar, "ela vai renunciar?", "você montou esse comício para renunciar?", se eu tiver que renunciar, vocês ouvirão da minha própria boca, eu sou muito mulher, eu sou muito mulher. Ovacionada, claro. Encarnou a mulher forte, madrinha braba, que luta contra uma... injustiça?

Trupe da Ciça - repare no adesivo no peito do homem de vermelho
Não tem injustiça e nem ela diz isso. Não teria coragem de mentir assim tão descaradamente. No máximo, para se defender, pergunta qual governante não tem um processo contra si. O que acaba sendo um modo bobo de dizer "Se todo mundo faz, por que eu não posso fazer também?". Seus afilhados é que ainda fazem questão de apontar perseguição política à nobre, honrada, honesta ex-prefeita... Mesmo que a participação no desfile de 7 de setembro seja mais discreta se comparada à de outro candidato.

A de um outro candidato que parece ser o Gilsen
O candidato fantasma, aquele do qual eu falava, retirou a candidatura na semana passada. Ficamos entre um menino, uma madrinha contrariada e uma vitrola quebrada que imita os colegas e usa um trecho menos pior de sua participação no último debate em seu horário eleitoral.