quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Hello, goodbye
Você não precisa ser exatamente um viciado em internet para ter se deparado com o meme Lula preso amanhã - em chacota à manchete do site O Antagonista. Da mesma forma, os boatos que a greve tinha acabado/acabaria amanhã iludiram os alunos exaustos por meio julho a fora. Acabou, já estamos reformulando calendário e na assembleia entre docentes seguinte Opa, não é bem assim.
Demorou. A greve dos alunos só terminou, por unanimidade, no dia 27. A greve dos professores só viria a terminar na semana seguinte, 3 de agosto, por 18 x 11. 2 abstenções. Exaustos e com pinta de heróis, alguns decidiram sair lá da Cochinchina para pôr fim à desordem causada por essa vilã chamada greve que há meses vinha assolando a pacata universidade em Frutal.
Semanas depois de dizerem que tinham feito, em tempo recorde, um novo calendário, desaprenderam. Desde a tomada da decisão para o fim da greve e com prenúncios de 5º horário e aulas aos sábados, não se quebra a cabeça com outra coisa - fortes concorrentes são o Pokémon Go e o resumo do Seminário de Pesquisa e Extensão.
Guardado o período de susto, "queda na real" e abertura das Olimpíadas, as aulas começaram o mais normalmente possível nessa segunda-feira, 8, seguindo o calendário antigo que tinham dito que havia sido suspenso. Dizem muitas coisas. A lanchonete, depois de assaltada, segue fechada, o contrato de 3 professores terminou em julho e outros 4 do curso de Administração pediram as contas. A previsão é que, seguindo o novo calendário, o primeiro semestre seja fechado em setembro e até 23 de dezembro, o ano.
Ainda que oficialmente terminada, a greve persiste em cartazes no hall de entrada (ou foyer) e nos alunos que encabeçaram o movimento. Já nos primeiros horários, os alunos se reuniram no anfiteatro para discutir maneiras de deixar o novo calendário mais aceitável já que alunos moram fora, trabalham, têm família e podem ficar prejudicados ao chegarem muito tarde ou com a 'perda' dos sábados. Chamaram à chincha: deram apoio e querem retorno.
Houve uma reunião ontem à tarde para se discutir a feitura do novo calendário. A responsável pelos horários do curso de Jornalismo saiu exausta e, fora os nomes dos professores cujos horários ainda faltavam serem preenchidos, o máximo que se ouviu foi: não dá para mexer com o governo. Aparentemente, acabaram-se os sábados.