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| Banner da palestra divulgado em redes sociais |
Na quarta-feira, 13, uma palestra marcada para as 19h30 no anfiteatro da UEMG apresentou a CSA à comunidade frutalense. Uma reunião já havia ocorrido em abril, mas nesse interim um CSA foi criado, passou a funcionar e já atende 40 famílias. A inauguração do CSA Frutal aconteceu no dia 9.
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| Logo do projeto CSA |
A CSA é pensada como uma forma de beneficiar os produtores que não são favorecidos pelo mercado, financiando o cultivo da terra e garantindo uma mesa rica de frutas, verduras e legumes para os consumidores, os co-produtores, amigos do projeto.
Com o pagamento adiantado, firma-se o compromisso de mensalmente ser fornecida uma cota de produtos orgânicos para cada membro tudo devidamente discutido em reunião por cada CSA.
Entre as
propostas da CSA estão:
- A
ajuda mútua: o produtor fornece um produto de qualidade ao consumidor que pode
acompanhar como é o cultivo.
-
Diversificação da produção: sem o mercado pautando o que deve-se ou não
produzir, o produtor fica à vontade para diversificar conforme a estação e seu
solo.
-
Aceitação de produtos da época: é época de tamarindo? Fornece-se tamarindo.
- Preços
justos: discute-se o valor que fica melhor para os dois lados. O consumidor
tendo contato com as dificuldades do trabalhador entenderá o porquê daquele
valor.
-
Relações de amizade: estabelece-se uma camaradagem entre as partes devido ao
convívio.
-
Distribuição independente: cada consumidor terá sua cota que será recebida
conforme o acordado.
- Gestão
democrática: tudo pautado em conversa.
-
Aprendizagem mútua: como o projeto é novo, o aprendizado é constante.
-
Produção e consumo local: nada de importar alimento de fora se há o que comer
em casa.
-
Estabilidade: com a mensalidade garantida, o produtor pode continuar produzindo
tendo uma estabilidade.
A
família da produtora Sirlene Soares abastece a CSA frutalense e é a única da
cidade a ter certificado de produtor orgânico. Ela conta que iniciou na
agricultura orgânica no final de 2012 e como não houve uma transição,
subitamente decidiram que não iriam mais usar agrotóxicos, sofreram um bocado.
Faziam a
feira três vezes por semana e ainda forneciam a um mercado da cidade, mas a
concorrência com outros produtos que não tinham a mesma preocupação era
desigual e vendia pouco. A
certificação só veio em 2015. Segundo Tuninha, como ela é popularmente
conhecida, em mais de 853 munícipios do estado de MG, eles eram o 12º a ser
certificado pelo IMA.
No
entanto, mesmo com certificação, mesmo podendo alardear que seu produto era
limpo de agrotóxicos, não houve melhoria nas vendas e decidiram parar. Tudo
mudou quando foram apresentados ao projeto em abril. Ainda com dúvida se Frutal
tinha público para isso, se apaixonaram pelo projeto e resolveram tentar. O
mesmo Wagner deu uma palestra no sítio dela, algumas famílias se interessaram e
já em junho faziam retirada da cesta.
Sirlene
diz que ainda estão no vermelho e precisam de 65 famílias para ficarem bem, mas está confiante no sucesso dessa
empreitada. A família tem acompanhamento da Emater desde que optaram pela
agricultura orgânica.
Se
quiser saber mais do projeto acesse o site http://www.csabrasil.org/csa/ e encontre um produtor
perto de você.

