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| A vereadora |
Há um mês fui apresentada à Marielle da forma mais trágica que poderia ser: pela notícia de seu assassinato. Horrível como todo assassinato, mais horrível a cada hora que passava, a cada notícia que chegava, a cada interpretação que se fazia e ao ver o desalento de quem a conhecia e amava. No fim, todos se identificavam, a admiravam, a queriam bem.
Pegando Marielles aqui e ali, frases, falas, gestos, a gente ia se dando conta do quão imensa ela era, da importância e bravura admiráveis e a responsabilidade ia pesando, pesando nos ombros. Ela lutou tanto, pagou com a vida tanta luta, e antes de vermos quem será a próxima vítima assumimos para nós a função de lutar também, de ter uma pouquinho da grandeza da que ela era feita. Bom, há a possibilidade real de não termos, mas alguma coisa pode-se ser feita e é nessa esperança que nos seguramos para fazer coisas boas e honradas.
Escolhi a Comunicação, o Jornalismo, e desde a morte dela, alguns dias depois, decidi que por meio dele talvez eu pudesse continuar a luta da Marielle em prol dos direitos humanos, sendo honesta, fazendo um bom trabalho, sendo ética, coisas que não deveriam ser assim tão difíceis. Outros jornalistas já foram mortos (tantos, tantos!) e me inspiro numa vereadora? Sim, sendo uma boa jornalista, acredito, honrarei todos os colegas de profissão - mesmo que, por enquanto, o nome não me caiba. Ser jornalista ainda é algo grande demais para uma graduandinha.
Marielle, presente!
