sábado, 12 de setembro de 2015

O Mestre dos Magos da proatividade pela primeira vez em Uberlândia

Créditos: Diego C. David

Não era um evento cosplay, mas na última quinta-feira, 10, durante o 3º Fórum de Criatividade e Marketing, em Uberlândia, um senhor surgido à esquerda, há muito aguardado, prendeu todas as atenções, falou, repetiu proativo x vezes, respondeu algumas perguntas e, quando menos se esperava, desapareceu tal como o personagem da série animada Caverna do Dragão.

Este senhor era Washington Olivetto.

Como todas as gentes curtidas na profissão, Olivetto pode se isentar de usar fórmulas e quaisquer teorias para utilizar a si próprio (ou às suas campanhas) como exemplo. Empunhou o discurso da proatividade para um melhor desempenho profissional, “tenho sido proativo a vida inteira”, usou suas próprias frases famosas e fez um passeio pela sua história e das suas mais famosas propagandas.

O público diverso composto por faixas etárias várias pode reassistir ou assistir pela primeira vez a propaganda da Valisere e seu primeiro sutiã e suas repercussões (foi parodiada pela TV Pirata, por uma propaganda argentina, Camila no tiene tetas, e citada num discurso do ex-presidente Lula), as propagandas da Folha e seu Hitler, da Fnac, da Época, do Estadão e seus 140 anos, da Bombril em seu princípio e até as mais recentes da Seara com sua garota propaganda global e suas polêmicas. 

Não se fez de rogado em momento algum. Falou dos títulos importantes, alguns recém-recebidos, respeitando sua grandeza, mas sem lustrá-los pelo ego. Ganhou, ganhou e ficou ganhado. Contou das suas técnicas de incentivo, enfatizando sua preocupação com o bem-estar de seu pessoal, e do prêmio Eu sou bom pra cacete cuja serventia é essa mesma: suspensório de ego.

Brigou com a iluminação indecisa o tempo todo, quebrando a hipnose da plateia e tirando algumas risadas.  

Quando deu por encerrada a palestra, recebeu presentes, perguntas minguadas foram selecionadas, lidas, respondidas e uma pilha de pedidos de estágio foi formada. Antes que a galera do ‘eu só vim pra tirar foto com o Olivetto’ aparecesse, sumiu – por onde entrou, provavelmente. Ficamos com sua presença virtual no telão que anunciava um evento recém-acabado, fotos e uma vontade reprimida de perguntar Quer ser meu amigo?.