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| Créditos: Diego C. David |
Não era
um evento cosplay, mas na última quinta-feira, 10, durante o 3º Fórum de
Criatividade e Marketing, em Uberlândia, um senhor surgido à esquerda, há muito
aguardado, prendeu todas as atenções, falou, repetiu proativo x vezes, respondeu algumas perguntas e, quando menos se
esperava, desapareceu tal como o personagem da série animada Caverna do Dragão.
Este
senhor era Washington Olivetto.
Como
todas as gentes curtidas na profissão, Olivetto pode se isentar de usar
fórmulas e quaisquer teorias para utilizar a si próprio (ou às suas campanhas)
como exemplo. Empunhou o discurso da proatividade para um melhor desempenho
profissional, “tenho sido proativo a vida
inteira”, usou suas próprias frases famosas e fez um passeio pela sua
história e das suas mais famosas propagandas.
O
público diverso composto por faixas etárias várias pode reassistir ou assistir
pela primeira vez a propaganda da Valisere e seu primeiro sutiã e suas
repercussões (foi parodiada pela TV Pirata, por uma propaganda argentina,
Camila no tiene tetas, e citada num discurso do ex-presidente Lula), as
propagandas da Folha e seu Hitler, da Fnac, da Época, do Estadão e seus 140
anos, da Bombril em seu princípio e até as mais recentes da Seara com sua garota
propaganda global e suas polêmicas.
Não se
fez de rogado em momento algum. Falou dos títulos importantes, alguns recém-recebidos,
respeitando sua grandeza, mas sem lustrá-los pelo ego. Ganhou, ganhou e ficou
ganhado. Contou das suas técnicas de incentivo, enfatizando sua preocupação com
o bem-estar de seu pessoal, e do prêmio Eu
sou bom pra cacete cuja serventia é essa mesma: suspensório de ego.
Brigou
com a iluminação indecisa o tempo todo, quebrando a hipnose da plateia e
tirando algumas risadas.
