quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Tão verão!

Então, decidi escrever.
Assim, de repente. É como geralmente acontece, não é? A ideia sorri, há um lápis e papel dando sopa ali por perto,  tudo conspirando a favor, e dá-lhe obra prima! Não é assim? NÃO É ASSIM?
Não, não é assim.
Ou se tem ideia e não se tem papel, ou se tem papel e não se tem ideia.
Ou você é exceção, um filho da puta sortudo que tem os dois. Parabéns.
Eu tenho vontade. Bom, tinha. Deixei de ter, apaguei um blog há quase 2 anos e, num rompante, agora, sim, senhor, sim, senhora, decidi escrever.
Sem parágrafo, sem vergonha na cara, com a consciência pesada de ser má escrevedora, mas escrevendo.
Escrever sempre e sempre, assim caminha a tartaruga.
Ou o jornalista. Ah, porque, sim, passei 2014 inteiro no curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e Publicidade e Propaganda dizendo aos quatro ventos que estava fazendo Jornalismo, que seria jornalista e toda a baboseira de sempre. E texto que é bom, cadê? Um conto ou outro começado do nada, terminado no nada; uma segunda participação no NaNoWriMo ainda mais fracassada do que a do ano passado; resenhas, fichamentos (malditos!) e textos aleatórios pedidos pelos professores; uma enxurrada de tuítes e comentários nas redes sociais (porque, ó, palpitar em coisa que não entendo é minha especialidade) e minha relação com a escrita se encerra por aí.
Sei que jornalista precisa escrever (e escrever bem) e sei também que só se aprende a escrever bem escrevendo (sou a favor de nascer sabendo que fique bem claro. Mal consegue mexer os dedos ou segurar um lápis e já publica um best-seller. Já pensou?). Então, decidi escrever. De novo. Baboseiras velhas, baboseiras novas, inspirada por esse calor repentino, como exercício de férias, como exercício de verão, como exercício de, quem sabe, futura jornalista que finjo por aí que vou ser.